O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser alvo de críticas nas redes sociais e entre lideranças políticas após a divulgação do caso do menino Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, diagnosticado com câncer em estágio terminal e internado em Portugal. Segundo o governo de Santa Catarina, foi solicitado apoio da União para viabilizar um transporte aeromédico, incluindo a possibilidade de uso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), mas não houve uma solução concreta apresentada pelo governo federal.
De acordo com a gestão catarinense, diante da falta de uma resposta efetiva, o caso foi levado ao Ministério Público Federal e o Estado anunciou que recorreria à Justiça para tentar garantir o retorno humanitário da criança ao Brasil. Posteriormente, com apoio do Governo de São Paulo, o menino conseguiu embarcar em um voo comercial com assistência médica especializada.
A repercussão ganhou ainda mais força porque dados divulgados por veículos de comunicação e baseados no Portal da Transparência apontam que as despesas federais com viagens e deslocamentos oficiais ultrapassaram R$ 7 bilhões durante o terceiro mandato de Lula, alimentando críticas sobre as prioridades do governo.
Nas redes sociais, opositores afirmaram que o episódio evidencia uma contradição entre os elevados gastos públicos com viagens oficiais e a ausência de uma resposta imediata em um caso de caráter humanitário envolvendo uma criança gravemente enferma. Já apoiadores do governo argumentam que o uso de aeronaves da FAB está sujeito a critérios técnicos, operacionais e administrativos, e que o caso exigia uma avaliação específica das autoridades competentes.







