O advogado Matheus Menezes Matos, de 25 anos, teve o recurso administrativo negado após ser considerado inapto nos exames físicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. A decisão mantém, por enquanto, sua exclusão do certame, apesar da ampla repercussão que o caso ganhou nos últimos meses.
Matheus, que tem nanismo, havia contestado os critérios utilizados no Teste de Aptidão Física (TAF), alegando que determinadas exigências não levavam em consideração suas características físicas. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a realização de uma nova avaliação com adaptação razoável.
Após a reaplicação dos testes, porém, o candidato voltou a ser considerado inapto. Com a negativa do recurso administrativo, a situação permanece indefinida e ainda pode gerar novos desdobramentos judiciais.
O episódio tem provocado debates sobre inclusão, acessibilidade e igualdade de oportunidades em concursos públicos. Enquanto alguns defendem a manutenção de critérios físicos rigorosos para carreiras policiais, outros argumentam que adaptações previstas na legislação são fundamentais para garantir que pessoas com deficiência possam disputar vagas em condições justas.
O caso segue sendo acompanhado por entidades ligadas aos direitos das pessoas com deficiência e por candidatos de concursos públicos em todo o país.







