O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, atualmente com 95 anos, não se recorda mais de ter governado o Brasil em razão do avanço do quadro de Alzheimer em estágio avançado. Diante da piora de sua condição de saúde, a Justiça de São Paulo decretou sua interdição civil.
A decisão judicial atendeu a um pedido apresentado pela própria família do ex-presidente. Com a medida, o controle dos atos civis, da administração patrimonial e da vida financeira de FHC passa a ser exercido por seu filho, Paulo Henrique Cardoso, nomeado curador.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Folha de S.Paulo e outros veículos de imprensa, laudos médicos anexados ao processo apontam comprometimento cognitivo significativo, tornando o ex-presidente incapaz de praticar atos da vida civil de forma autônoma.
A interdição judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira para proteger pessoas que, em razão de doenças ou limitações graves, não possuem mais condições de gerir seus interesses pessoais e patrimoniais. A família e a Fundação FHC informaram que o assunto é de foro íntimo e evitaram comentários adicionais sobre o estado de saúde do ex-presidente.







