O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), passou cerca de 20 horas disfarçado como uma pessoa em situação de rua para avaliar, na prática, o funcionamento dos serviços de assistência social oferecidos pelo município. Durante a experiência, ele percorreu aproximadamente 40 quilômetros, pediu esmolas e conversou com moradores sem ser reconhecido.
Segundo a prefeitura, a ação teve como objetivo identificar falhas e compreender as dificuldades enfrentadas pela população em situação de vulnerabilidade. Ao final da experiência, o prefeito também foi abordado por equipes municipais de acolhimento, permitindo que acompanhasse de perto os protocolos adotados pelos servidores.
A administração municipal informou que as observações feitas durante a ação servirão de base para possíveis mudanças nas políticas públicas de saúde mental e assistência social da cidade.
A iniciativa, porém, também gerou críticas nas redes sociais. Alguns internautas questionaram se uma experiência de menos de um dia seria suficiente para representar a realidade vivida por pessoas em situação de rua, enquanto outros defenderam que gestores públicos precisam conhecer de perto os problemas enfrentados pela população para aprimorar os serviços oferecidos.
O episódio reacendeu o debate sobre a importância de políticas públicas mais eficientes para pessoas em situação de vulnerabilidade e sobre até que ponto ações simbólicas podem contribuir para mudanças concretas na gestão pública.







