No Rio Grande do Norte, a Assembleia Legislativa registrou uma ampla adesão a um requerimento que busca classificar facções criminosas como organizações terroristas no Brasil. O pedido, iniciativa do deputado Coronel Azevedo (PL), foi endossado por 18 parlamentares, conforme divulgado pela 96 FM.
Cinco deputados optaram por não assinar o documento: Divaneide Basílio (PT), Isolda Dantas (PT), Dr. Bernardo (PV), Eudiane Macedo (PV) e Francisco do PT, este último líder governista na Casa. Todos pertencem à base de apoio da governadora e integram a federação partidária de esquerda (PT, PV e PCdoB).
Nos corredores do poder em Brasília, o tema é tratado com cautela. O presidente Lula (PT) prefere não impulsionar essa discussão, uma posição compartilhada por setores da esquerda que veem a proposta como politicamente delicada em período pré-eleitoral. Contudo, a maioria dos deputados potiguares, como Adjuto Dias (PL), Cristiane Dantas (PSDB) e Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia, assinaram o requerimento.
Coronel Azevedo argumenta no documento que as facções já utilizam táticas terroristas, como intimidação em massa, execuções e controle de territórios. Ele cita exemplos de violência extrema e o domínio ilegal do fornecimento de internet por criminosos em bairros de Natal, destacando que “Exemplos recentes mostram que as facções agem para intimidar, espalhar o terror e assassinar quando são contrariadas”.







