A disputa presidencial na Colômbia ganhou contornos incomuns após o candidato de direita Abelardo de la Espriella avançar ao segundo turno contra o esquerdista Iván Cepeda. Em meio ao clima de forte polarização política, imagens de campanha mostram o candidato realizando eventos públicos protegido por uma estrutura blindada, medida adotada após o país viver uma escalada das preocupações com a segurança de lideranças políticas.
O tema da segurança ganhou ainda mais destaque após o atentado contra o senador e então pré-candidato presidencial Miguel Uribe Turbay, figura da direita colombiana, que foi baleado durante um ato político em Bogotá. O caso gerou forte repercussão nacional e internacional e levou autoridades a reforçarem os esquemas de proteção de candidatos e lideranças políticas.
A eleição colombiana ocorre em um ambiente de intensa divisão ideológica. De um lado está Abelardo de la Espriella, que defende políticas mais duras contra o crime e é frequentemente comparado a líderes conservadores da América Latina. Do outro está Iván Cepeda, representante da esquerda e apoiado por setores ligados ao atual governo colombiano.
As imagens do candidato discursando protegido por uma cabine blindada viralizaram nas redes sociais e foram interpretadas por apoiadores como um retrato do atual momento político do país. Para muitos colombianos, a cena remete aos períodos mais tensos da história recente da Colômbia, quando a violência política fazia parte da rotina eleitoral.







