O ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, indicado por Lula, manifestou-se contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, alegando que tal medida representaria um “atentado contra a nossa soberania”.
O mesmo magistrado que auxiliou na formação de um Judiciário complacente com criminosos agora se preocupa com a “soberania” brasileira, não diante da violência que aniquila inocentes, domina presídios, controla o tráfico e aterroriza cidades inteiras, mas diante da possibilidade de conceder ao Estado ferramentas mais rigorosas para combater facções que já atuam como verdadeiros exércitos paralelos.
Enquanto brasileiros sepultam parentes vítimas de chacinas, explosões de ônibus e guerras territoriais promovidas por essas quadrilhas, Lewandowski prefere proteger o status jurídico de grupos que desafiam diariamente o monopólio da violência do Estado. Soberania? A soberania real é desrespeitada todos os dias por criminosos que impõem lei própria, enquanto figuras como Lewandowski se esforçam para manter as mãos do poder atadas. Uma posição não só tecnicamente discutível, mas moralmente indefensável.



