A Mercedes-Benz voltou a chamar atenção no setor automotivo ao ampliar sua presença industrial na Argentina, país que recentemente reduziu impostos sobre veículos de alto valor e adotou medidas para estimular a produção e o consumo. A mudança ocorre em um momento em que a montadora já não fabrica automóveis de passeio no Brasil desde o fechamento da fábrica de Iracemápolis, em São Paulo.
A unidade brasileira foi inaugurada em 2016 para produzir modelos como o Classe C e o GLA, mas teve as atividades encerradas em 2021. Na época, a empresa citou a baixa competitividade da operação, o custo de produção e a necessidade de reestruturar sua estratégia global. A Mercedes manteve no Brasil a importação de veículos e a fabricação de vans, como a Sprinter.
Na Argentina, o governo de Javier Milei promoveu cortes tributários, incluindo a eliminação do chamado “imposto interno”, conhecido como “imposto de luxo”, que encarecia fortemente veículos premium. A medida reduziu preços e tornou o mercado argentino mais atrativo para montadoras e consumidores.
Nas redes sociais, muitos internautas compararam os dois cenários e atribuíram a saída da produção de automóveis do Brasil à elevada carga tributária e aos altos juros dos financiamentos, fatores que dificultam a compra de carros novos e reduzem a competitividade da indústria nacional.







