O aumento no preço do gás de cozinha já começa a impactar diretamente o orçamento das famílias brasileiras. Em Ribeirão Preto, o botijão de 13 kg já chega a custar até R$ 140, após reajuste de R$ 7,11 nas distribuidoras.
A alta é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, além de mudanças na política de venda da Petrobras, que passou a adotar leilões com preços mais elevados.
Para pequenos empreendedores, o impacto é imediato. A confeiteira Janaína Araújo, por exemplo, utiliza até três botijões por mês, o que aumenta significativamente seus custos e reduz o lucro. Segundo ela, o reajuste pode levar ao repasse dos preços aos clientes, afetando o consumo.
Além disso, o custo do frete também subiu, pressionado pelo aumento do diesel e da gasolina, elevando ainda mais o preço final para o consumidor.
Diante desse cenário, cresce a preocupação com o custo de vida. Reportagens da TV Globo já mostraram que, em algumas regiões do país, famílias têm recorrido ao uso de fogões a lenha como alternativa para economizar diante do alto preço do gás.
Especialistas alertam que, enquanto o preço do petróleo continuar elevado e houver instabilidade no cenário internacional, a tendência é de manutenção da pressão sobre os combustíveis e derivados, incluindo o gás de cozinha.







