A repercussão do julgamento do caso Henry Borel continua gerando intensos debates nas redes sociais. Nos últimos dias, usuários identificados com pautas da esquerda passaram a publicar mensagens defendendo Monique Medeiros e sugerindo que ela dispute um cargo político, chegando a afirmar que ela poderia representar mulheres vítimas de misoginia e perseguição pública.
As manifestações surgiram após a ampla divulgação de entrevistas concedidas pelo promotor de Justiça Fábio Vieira, do Ministério Público do Rio de Janeiro. Em entrevista à CNN Brasil, o promotor criticou duramente o resultado do julgamento e afirmou que Monique foi considerada responsável pela tortura sofrida pelo filho. Segundo ele, a sociedade teria reconhecido que ela “deixou seu filho ser torturado”, motivo pelo qual foi condenada por tortura por omissão.
Vieira também declarou que o Ministério Público busca a anulação do julgamento, alegando a existência de irregularidades processuais. O promotor afirmou que o órgão já recorreu às instâncias superiores para questionar a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros.
Enquanto isso, nas redes sociais, a polarização em torno do caso se intensificou. Publicações defendendo Monique passaram a circular entre alguns usuários, que atribuem as críticas recebidas por ela a preconceito e misoginia. Outros internautas reagiram com indignação, lembrando que o próprio Conselho de Sentença reconheceu sua responsabilidade por omissão diante das agressões sofridas por Henry.
O caso Henry Borel continua sendo um dos episódios criminais de maior repercussão da história recente do país. Henry morreu aos quatro anos de idade, em 2021, e a investigação concluiu que a criança foi vítima de sucessivas agressões. O ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado pela morte do menino, enquanto Monique Medeiros foi considerada responsável por omissão em relação à tortura sofrida pela criança.







