A Anistia Internacional identificou a China como o país que mais realizou execuções em 2025, estimando que milhares de indivíduos foram mortos. Globalmente, foram registradas ao menos 2.707 execuções em 17 nações, um aumento de 78% comparado às 1.518 de 2024, marcando o maior índice desde 1981, conforme o relatório “Sentenças de Morte e Execuções 2025”, divulgado em 5 de junho de 2026.
Os dados precisos da China não são informados no relatório, pois o governo chinês classifica essas informações como segredo de Estado. Contudo, a Anistia Internacional assegura que o número real de condenações e execuções no país é consideravelmente superior a qualquer dado oficial. A organização aponta que as autoridades chinesas empregam a pena de morte como ferramenta política para reprimir ameaças à segurança pública, estabilidade e ordem social. Crimes de tráfico de drogas representaram 46% das execuções conhecidas mundialmente em 2025.
O Irã, sozinho, foi responsável por pelo menos 2.159 execuções, o que corresponde a cerca de 80% do total global confirmado, posicionando-o em segundo lugar. Arábia Saudita e Iraque ocuparam o terceiro e quarto lugares, respectivamente. Os Estados Unidos ficaram em sétimo, com 47 execuções, o maior número no país desde 2009. Os métodos de execução registrados no relatório incluem decapitação, enforcamento, injeção letal, fuzilamento e asfixia por gás nitrogênio.







