Os Estados Unidos concluíram a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e propuseram uma nova tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida ainda não entrou em vigor, mas poderá ser adotada após consultas públicas e audiências previstas para as próximas semanas.
Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a investigação apontou práticas consideradas “irrazoáveis” em áreas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual, etanol, combate à corrupção e desmatamento ilegal. O relatório também faz referências ao Pix, alegando que o sistema poderia criar distorções concorrenciais em relação a empresas privadas do setor de pagamentos.
A proposta prevê tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, embora diversos itens tenham sido excluídos da lista, entre eles café, carne bovina, frutas, fertilizantes, terras raras, aeronaves e peças aeronáuticas. A decisão final caberá ao presidente Donald Trump após o encerramento do período de consulta pública.
O anúncio provocou forte repercussão política no Brasil. Críticos do governo Lula afirmam que a deterioração das relações com Washington contribuiu para o avanço das medidas comerciais americanas. Já integrantes do governo sustentam que as negociações continuam em andamento e que ainda existe espaço para evitar a aplicação definitiva das novas tarifas. Em maio, representantes dos dois países chegaram a criar um grupo de trabalho para discutir soluções para o impasse comercial.
Economistas alertam que, caso as tarifas sejam efetivamente implementadas, alguns setores exportadores poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade no mercado americano. O prazo legal para uma decisão definitiva está previsto para 15 de julho.







