A Polícia Civil investiga a ligação de integrantes do PCC com a origem de uma rede de estética que, anos depois, estaria conectada ao surgimento da WePink, marca que tem entre os sócios a influenciadora Virginia Fonseca. Segundo apuração, a Pink Lash, criada em 2017 no Cambuci, teve entre as sócias Karen Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, investigada por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado como liderança da facção na Baixada Santista e morto em 2018.
Após a morte do marido, Karen teria aberto uma empresa usada para movimentações financeiras consideradas incompatíveis com seu patrimônio. Ela foi presa em 2024 com grandes quantias em dinheiro vivo e atualmente responde em liberdade com tornozeleira eletrônica. A defesa afirma que os valores têm origem nas atividades da própria rede. A investigação também aponta conexões empresariais entre sócios e endereços compartilhados que teriam contribuído para o crescimento da marca, que posteriormente deu origem à WePink. A empresa declarou faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2025, crescimento de 73% em relação ao ano anterior.







