Esquerda colombiana questiona uso da camisa da seleção em eleição
A camisa da seleção colombiana virou alvo de debate político após o candidato de esquerda Iván Cepeda criticar o uso do uniforme nacional por apoiadores e pelo candidato de direita Abelardo de la Espriella durante o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. Cepeda afirmou que a camisa da seleção é um símbolo de todos os colombianos e argumentou que sua utilização em campanhas eleitorais deveria ser analisada pelas autoridades competentes.
A polêmica ganhou força depois que milhares de apoiadores de De la Espriella compareceram às urnas e a atos políticos usando a tradicional camisa amarela da seleção. O candidato de direita também apareceu vestindo o uniforme em eventos de campanha e durante as comemorações após liderar o primeiro turno da disputa presidencial.
Em resposta às críticas, a Federação Colombiana de Futebol declarou que não possui autoridade legal para impedir que cidadãos utilizem a camisa da seleção em atividades não comerciais. A entidade lamentou a politização do símbolo esportivo e pediu que a seleção e seus emblemas permaneçam afastados das disputas eleitorais.
O episódio gerou comparações com o Brasil, onde a camisa da seleção passou a ser associada a grupos políticos nos últimos anos. Enquanto apoiadores de De la Espriella afirmam que o uso da camisa representa patriotismo e defesa de valores nacionais, críticos argumentam que símbolos esportivos deveriam permanecer apartidários.







