É consenso que todos os indivíduos merecem tratamento digno. Contudo, a questão se complica quando as estruturas sociais demonstram uma preocupação maior com a dignidade de quem cometeu crimes do que com a dos que sofreram com eles.
A dignidade humana não pode servir de pretexto para a falta de punição. A mãe que perdeu seu filho para o tráfico, o policial ferido em serviço, o cidadão que vive recluso por receio de grupos criminosos, e o empreendedor que sofre extorsão do crime organizado – todos esses têm a sua dignidade. O papel do Estado é assegurar os direitos básicos de todos, sem distorcer as prioridades.
Mesmo quando um criminoso decide aterrorizar uma comunidade, ele mantém os direitos estabelecidos por lei. No entanto, não pode receber mais amparo do que os cidadãos honestos que se tornam suas vítimas. O ponto central não é se os criminosos possuem dignidade, mas sim: quem está defendendo a dignidade daqueles que foram prejudicados?







