Ex-presidente, autorizado a reduzir pena lendo, não usou o benefício em janeiro.
Um relatório da Polícia Militar do Distrito Federal, entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), detalha a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão durante o mês de janeiro. Apesar de ter sido incluído em um programa que permite a redução da pena pela leitura de livros, o documento revela que Bolsonaro não leu nenhum exemplar desde que foi transferido para a carceragem do 19º Batalhão da PMDF, conhecida como Papudinha.
Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 6 meses desde 15 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. No dia 23 do mesmo mês, o ministro solicitou um panorama das atividades do ex-presidente entre 15 e 17 de janeiro. A defesa do ex-presidente havia solicitado a inclusão no programa de remissão de pena por leitura em 8 de janeiro, e o ministro concedeu a autorização em 15 de janeiro, permitindo a redução de quatro dias de pena por livro lido.
O relatório descreve que a agenda de Bolsonaro inclui consultas médicas diárias, tanto com profissionais da unidade prisional quanto particulares, além de caminhadas e, ocasionalmente, sessões de fisioterapia. Ele também recebe visitas quase diárias de seus advogados e teve um encontro com o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Entre os familiares, apenas Michelle Bolsonaro e o filho Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, estiveram presentes.







