Uma teoria tem ganhado força entre os apoiadores do presidente na internet: o Brasil estaria a caminho de se tornar uma “potência global”. Essa visão se baseia na união de forças entre o Supremo Tribunal Federal (STF), um Congresso Nacional que, segundo eles, age em conjunto com o governo, e a regulamentação da internet, impulsionada por medidas presidenciais.
Publicações, principalmente no X/Twitter, sugerem que essa combinação de fatores institucionais seria suficiente para superar crises e projetar o Brasil como uma referência mundial. A lógica apresentada nessas postagens indica que um STF alinhado protegeria as decisões governamentais de contestações legais. Com um Congresso sob o controle da base aliada, as propostas do PT teriam caminho livre. Além disso, a regulamentação das grandes empresas de tecnologia permitiria gerenciar o ambiente digital, o que os entusiastas consideram essencial para combater a “desinformação” de grupos que buscam “desestabilizar a democracia”.
No entanto, apesar do otimismo disseminado por esses setores, os dados econômicos do atual governo de Lula apresentam um cenário diferente. A taxa Selic está em 14,5% anuais, deixando o Brasil com um dos créditos mais caros entre as nações do G20. Em abril, a cesta básica encareceu em todas as 27 capitais pelo segundo mês seguido. A Petrobras também efetuou múltiplos reajustes nos combustíveis, e a dívida pública já ultrapassa os R$ 7,5 trilhões. Simultaneamente, pesquisas de institutos renomados mostram uma desaprovação majoritária ao governo, com Lula enfrentando a maior rejeição de sua carreira pública ao término de seu terceiro mandato.
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