Um vídeo publicado pelo influenciador digital Ricky (@mochileiroricky) viralizou nas redes sociais após o jovem fazer um forte desabafo contra a romantização das favelas, dos chamados “fluxos” e da criminalidade nas periferias.
Conhecido por produzir conteúdos sobre a realidade das comunidades, Ricky aparece caminhando por vielas e ruas de terra enquanto mostra casas inacabadas, fiação irregular e problemas de infraestrutura da região onde vive. Em tom indignado, ele rebate o uso do termo “comunidade” e afirma que a realidade enfrentada pelos moradores é muito diferente da visão idealizada divulgada na internet.
“Isso aqui é favela”, afirma o influenciador logo no início do vídeo. Segundo ele, muitas pessoas romantizam a pobreza sem conhecer os problemas enfrentados diariamente por quem mora nesses locais.
Durante o desabafo, Ricky critica diretamente quem considera os “fluxos” como expressão cultural. Para ele, os eventos causam transtornos aos próprios moradores, principalmente devido ao som alto, à desordem e à presença do tráfico de drogas.
“Vem morar aqui onde a gente mora. Vem viver isso aqui que a gente vive todo dia: esgoto a céu aberto, rato, barata”, declarou.
O influenciador também condenou a defesa da criminalidade e afirmou que muitos jovens acabam perdendo a vida por envolvimento com o crime. Segundo ele, pessoas de fora costumam opinar sobre a realidade das favelas sem realmente conhecer o cotidiano das periferias.
“Quem defende o crime é um idiota”, disse. “Tenho vários amigos meus perdendo a vida no crime.”
Outro trecho que repercutiu nas redes foi quando Ricky criticou discursos que, segundo ele, tentam justificar o crime como consequência inevitável da pobreza ou da opressão racial. O jovem afirmou que conseguiu conquistar suas coisas através do trabalho e sem envolvimento com atividades ilegais.
“O que eu tenho é com o suor da minha cara”, afirmou.
A publicação rapidamente alcançou milhões de visualizações e gerou intenso debate nas redes sociais sobre violência, pobreza, tráfico de drogas e a forma como parte da sociedade enxerga a realidade das favelas brasileiras.







