Documentos recém-liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, na sexta-feira (30/1), trouxeram à tona a surpreendente reação atribuída ao financista Jeffrey Epstein ao saber do ataque a faca sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Ao ser informado de que “Bolsonaro acabou de ser esfaqueado no Brasil”, Epstein teria respondido: “Antes ele do que eu”.
O ataque a Bolsonaro ocorreu em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), cometido por Adélio Bispo de Oliveira. Na ocasião, o então candidato era carregado por apoiadores. O ex-presidente, que enfrentou múltiplas cirurgias e ainda lida com sequelas do incidente, foi posteriormente condenado por tentativa de golpe de Estado.
Os arquivos divulgados também contêm uma série de e-mails entre Epstein e Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, figura proeminente no conservadorismo global. As mensagens indicam um apreço de Epstein por Bolsonaro. Em um e-mail de 8 de outubro de 2018, antes do segundo turno eleitoral, Epstein teria escrito: “Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.
Bannon, que manifestou apoio público a Bolsonaro em 2018, chegou a cogitar atuar como conselheiro do grupo do ex-presidente, perguntando a Epstein: “Eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?”. Epstein, por sua vez, respondeu: “É meio o argumento ‘reino no inferno’ de novo”. Há também registros de discussões sobre uma possível viagem de Bannon ao Brasil para apoiar Bolsonaro, com Epstein sugerindo que isso poderia beneficiar a imagem de Bannon caso a vitória fosse certa. Contudo, Epstein expressou incômodo quando Bolsonaro negou publicamente qualquer conexão com Bannon, classificando a informação como “fake news”.







