O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios em que o parlamentar solicita apoio financeiro ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A reação, no entanto, gerou forte repercussão nas redes sociais depois que internautas lembraram que o partido Novo, legenda de Zema, recebeu R$ 1 milhão em doações do mesmo banqueiro.
A cobrança nas redes foi imediata. Usuários questionaram por que o governador classificou como escandalosa a tentativa de captação de recursos por parte de Flávio Bolsonaro, enquanto seu próprio partido já havia sido beneficiado com uma quantia milionária do empresário. Para muitos, a crítica seletiva expôs uma contradição difícil de explicar.
O episódio aumentou o desgaste político de Zema entre apoiadores da direita, que passaram a acusá-lo de adotar um discurso moralista apenas quando o alvo é um adversário. “Se receber dinheiro de Vorcaro é motivo de indignação, então o governador precisa explicar por que seu partido aceitou R$ 1 milhão do mesmo banqueiro”, escreveu um internauta.
Até o momento, Romeu Zema não apresentou esclarecimentos detalhados sobre a diferença entre os casos. A controvérsia continua repercutindo e reforça a percepção de que parte da classe política utiliza critérios diferentes conforme a conveniência do momento.






