O filme “Lula, o Filho do Brasil”, lançado em 2010 para contar a trajetória do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu patrocínio de grandes empreiteiras que anos depois se tornaram alvos centrais da Operação Lava Jato. Entre as empresas que financiaram a produção estavam Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa, todas investigadas e condenadas em diversos processos relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras. 
A cinebiografia teve custo estimado em cerca de R$ 12 milhões e foi apresentada à época como um projeto financiado integralmente por patrocinadores privados, sem uso de leis de incentivo fiscal. Em 2018, a Polícia Federal abriu investigação para apurar a origem dos recursos e a atuação de intermediários ligados ao governo petista na captação do dinheiro. 
O caso voltou a ser lembrado nas redes sociais após novas discussões sobre o financiamento de produções audiovisuais ligadas a figuras políticas. Críticos apontam que empresas com forte dependência de contratos públicos ajudaram a bancar um filme considerado por muitos como uma peça de promoção política do então presidente.
Embora o financiamento do longa tenha sido investigado, o episódio permanece como um dos exemplos mais citados por opositores ao PT quando se discute a relação entre grandes empreiteiras e projetos associados ao ex-presidente Lula.


