A discussão sobre a chamada “taxa das blusinhas” voltou a gerar debates nas redes sociais após aliados do governo comemorarem o possível recuo na cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50. Internautas, porém, passaram a lembrar que o próprio governo do Luiz Inácio Lula da Silva e parlamentares do Partido dos Trabalhadores participaram da articulação que aprovou a medida em 2024.
Na época, a proposta de taxação avançou no Congresso com apoio de diferentes partidos, incluindo PT e setores do Centrão. A justificativa apresentada pelo governo e por parlamentares favoráveis era a proteção da indústria nacional e do varejo brasileiro diante da concorrência de plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.
Segundo relatos dos bastidores políticos, o PT orientou sua bancada a apoiar o texto e participou das negociações que resultaram na criação da alíquota de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor. O governo também sancionou posteriormente a lei sem vetar a cobrança.
Agora, diante da forte rejeição popular à medida e da pressão nas redes sociais, aliados do governo passaram a celebrar o enfraquecimento ou possível flexibilização da taxa. Críticos acusam o governo de incoerência e afirmam que o tema entrou em “modo eleitoral”, enquanto defensores alegam que houve mudança de cenário econômico e necessidade de revisão da política tributária.



