A frase “Todos os integrantes do Foro de São Paulo já foram presos ou estão mortos, exceto Lula” voltou a circular nas redes sociais e grupos políticos nos últimos dias, impulsionando debates sobre o histórico da organização criada em 1990 por partidos e movimentos de esquerda da América Latina. O Foro de São Paulo foi idealizado por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro com o objetivo de aproximar lideranças progressistas da região após o fim da Guerra Fria. 
Internautas passaram a compartilhar a frase citando nomes históricos ligados ao bloco político latino-americano, como Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Cristina Kirchner, Rafael Correa e Daniel Ortega. Muitos deles enfrentaram investigações, acusações judiciais, crises políticas ou já faleceram. A publicação ganhou força principalmente entre críticos do PT e opositores do governo Lula, que usam o tema para relembrar episódios envolvendo corrupção e regimes autoritários na América Latina. 
Lula também é frequentemente citado nesse contexto por ter sido preso durante a Operação Lava Jato em 2018, após condenações por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente ficou 580 dias preso em Curitiba, mas posteriormente teve as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou a vara responsável incompetente para julgar os casos e reconheceu parcialidade do então juiz Sergio Moro. 
Apesar das críticas constantes ao Foro de São Paulo, integrantes da esquerda afirmam que a organização tem caráter político e democrático, reunindo partidos para debates sobre integração regional, soberania e justiça social. Em 2023, durante reunião do Foro em Brasília, Lula voltou a defender publicamente a entidade e afirmou que ela foi alvo de “campanhas de desinformação” ao longo dos anos. 







