O INSS voltou ao centro de uma nova polêmica após a promoção de Michelle Manieri, servidora que coordenava o grupo responsável por fiscalizar acordos ligados aos descontos de mensalidades associativas em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Manieri havia perdido o cargo de confiança depois que o escândalo dos descontos irregulares veio à tona. Agora, foi novamente nomeada, desta vez para a Coordenação-Geral de Atendimento do INSS, função estratégica que envolve a gestão de agências, mutirões e parte da operação nacional de atendimento do instituto.
A decisão causa indignação porque ocorre em meio a um dos maiores escândalos recentes envolvendo aposentados, justamente uma parcela da população que depende do INSS para sobreviver. Enquanto milhares de beneficiários cobram explicações sobre descontos não autorizados, a promoção de uma servidora ligada à área responsável por acompanhar esses acordos passa a sensação de que, no Brasil, responsabilidade administrativa virou detalhe.
O INSS afirma que não há penalidades vigentes nem procedimentos acusatórios contra Michelle Manieri. Mesmo assim, a nomeação abre espaço para críticas sobre falta de prudência, transparência e sensibilidade com os aposentados afetados.
Em um país sério, cargos estratégicos exigiriam confiança pública acima de qualquer dúvida. No Brasil, porém, quem esteve no caminho de decisões questionadas acaba voltando para uma posição ainda mais alta dentro do próprio órgão.







