As compras internacionais de até US$ 50, que atualmente estão isentas do Imposto de Importação federal, voltarão a ter incidência de tributos federais a partir de 2027, em razão da implementação da reforma tributária. A informação foi repercutida por diversos veículos de comunicação e gerou ampla reação nas redes sociais, incluindo comentários irônicos direcionados a uma reportagem da Globo sobre o tema.
A nova cobrança ocorrerá por meio da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo criado pela reforma tributária para substituir PIS, Cofins e IPI. Embora a alíquota definitiva ainda dependa de regulamentação e aprovação pelo Congresso, estimativas do governo indicam que ela poderá ficar próxima de 9%.
Atualmente, as compras de até US$ 50 realizadas em empresas participantes do programa Remessa Conforme pagam apenas o ICMS estadual, que varia conforme o estado. Com a entrada da CBS, os consumidores voltarão a enfrentar uma tributação federal sobre essas importações de baixo valor.
A mudança reacendeu o debate sobre a chamada “taxa das blusinhas”. De um lado, representantes do varejo nacional argumentam que a tributação busca reduzir a diferença competitiva entre produtos importados e mercadorias produzidas no Brasil. De outro, consumidores e especialistas afirmam que a medida pode encarecer itens populares, especialmente roupas, acessórios e eletrônicos de baixo custo adquiridos em plataformas internacionais.
Nas redes sociais, a notícia provocou uma enxurrada de comentários, memes e críticas. Muitos internautas demonstraram preocupação com o possível aumento de preços e voltaram a discutir os impactos da tributação sobre o orçamento de consumidores que recorrem às compras internacionais em busca de produtos mais baratos.







