Maria Júlia da Silva, conhecida por ter sido a primeira mulher trans de Lauro de Freitas a retificar nome e gênero nos documentos oficiais, foi presa após condenação por estupro de vulnerável.
Segundo informações divulgadas por veículos locais, o mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Maria Júlia foi condenada a 14 anos de prisão.
O caso ganhou repercussão porque a condenada já havia se tornado uma figura conhecida na cidade pela trajetória pública ligada à retificação de documentos. No entanto, a prisão reacendeu o debate sobre como crimes graves precisam ser tratados sem relativização, independentemente de identidade, posição social ou histórico de militância.
De acordo com as informações publicadas, o crime teria ocorrido anos atrás, e a vítima estava sob seus cuidados na época dos fatos. Após ser localizada, Maria Júlia foi encaminhada para os procedimentos legais e ficará à disposição da Justiça.
A defesa da condenada não foi localizada pelas reportagens consultadas para comentar o caso.







