Uma análise da ACT Promoção da Saúde indica que o preço dos alimentos no Brasil cresceu espantosos 302,6% entre 2006 e 2025. Esse aumento é bem maior que a inflação geral do país, que foi de 186,6% no mesmo período, evidenciando uma perda acentuada no poder de compra dos brasileiros para itens essenciais.
O estudo ressalta que alimentos nutritivos, como frutas e vegetais, ficaram 31% e 26,6% menos acessíveis, respectivamente, ao passo que produtos ultraprocessados se tornaram relativamente mais baratos. Apesar de o governo apontar a desaceleração dos preços em 2025 como uma melhoria, especialistas em economia preveem que essa trégua será breve, com novas elevações esperadas para 2026, especialmente em carnes, laticínios e óleos.
Essa situação também revela um debate político: em 2022, o presidente atual criticava a administração anterior pelo aumento dos preços, mas hoje a justificativa oficial para a pressão econômica são os conflitos globais. Na realidade, os consumidores brasileiros continuam desembolsando mais para adquirir a mesma quantidade de comida, sem que o mercado retorne aos níveis de preços pré-crise.







