Uma discussão nas redes sociais ganhou força após a divulgação de reportagens destacando a participação do economista e engenheiro cearense Ângelo José Mont’Alverne Duarte no desenvolvimento do Pix. Alguns usuários passaram a afirmar que haveria uma tentativa de transformar a ferramenta em um símbolo político ou regional, enquanto outros argumentam que se trata apenas do reconhecimento da trajetória de um dos profissionais envolvidos no projeto.
O que se sabe é que Ângelo Duarte, natural do Ceará e formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA, teve papel relevante na equipe do Banco Central responsável pela estruturação e regulamentação do sistema de pagamentos instantâneos. Em entrevistas, ele próprio relatou ter participado da liderança de áreas ligadas à criação das regras e da implementação do Pix dentro da instituição.
Lançado oficialmente em novembro de 2020, o Pix foi desenvolvido pelo Banco Central com a participação de diversas equipes técnicas e especialistas do sistema financeiro. Embora Duarte seja frequentemente apontado como uma das figuras centrais do projeto, a ferramenta foi resultado de um esforço coletivo envolvendo centenas de profissionais e diferentes áreas do órgão regulador.
Nas redes sociais, a história do engenheiro cearense passou a ser usada tanto por pessoas que defendem a valorização da contribuição nordestina para a inovação nacional quanto por críticos que enxergam uma tentativa de apropriação política de um projeto institucional. Independentemente da disputa de narrativas, o consenso é que o Pix se tornou uma das maiores transformações do sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas e colocou o país entre as referências mundiais em pagamentos instantâneos.



