Não há registro de que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tenha divulgado oficialmente uma “lista de países não amigáveis” incluindo o Brasil. O que existe é um agravamento das relações entre Washington e Brasília nos últimos meses, marcado por divergências sobre comércio, segurança e política externa.
As tensões aumentaram após o governo americano anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, medida rejeitada pelo governo Lula, que considerou a decisão uma interferência em assuntos internos do país.
Além disso, os Estados Unidos propuseram novas tarifas sobre diversos produtos brasileiros após uma investigação comercial que apontou preocupações envolvendo comércio digital, acesso a mercados, propriedade intelectual e outras questões regulatórias.
Marco Rubio também tem histórico de críticas a governos de esquerda na América Latina e já manifestou preocupação com a aproximação de países da região com a China. Analistas apontam que a relação entre os governos de Donald Trump e Lula atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos.
Diante desse cenário, aliados do governo atribuem a crise a divergências ideológicas entre os dois governos, enquanto críticos afirmam que decisões da política externa brasileira contribuíram para o desgaste diplomático. Até o momento, porém, não há confirmação de uma lista oficial de “países não amigáveis” divulgada por Rubio contendo o Brasil.







