A declaração da CEO da Lupo, Liliana Aufiero, sobre a expansão da empresa no Paraguai voltou a repercutir nas redes sociais após entrevistas em que a executiva afirmou que os custos operacionais no país vizinho são significativamente menores que no Brasil. Segundo ela, a mudança de parte da produção permitiu uma redução imediata de cerca de 15% nos custos, com expectativa de alcançar até 30% nos próximos anos.
A Lupo instalou operações industriais no Paraguai aproveitando incentivos fiscais, energia mais barata, menor carga trabalhista e menos burocracia. O movimento acompanha uma tendência crescente entre empresas brasileiras que vêm transferindo parte da produção para países vizinhos, principalmente Paraguai, em busca de competitividade internacional. Empresários afirmam que o chamado “custo Brasil” dificulta investimentos, geração de empregos e expansão industrial.
Nas redes sociais, a frase “O Brasil empurrou a gente para o Paraguai” passou a ser compartilhada por críticos da política econômica brasileira, que apontam impostos elevados e insegurança jurídica como fatores que afastam empresas do país. Já defensores do governo argumentam que multinacionais e grandes indústrias sempre buscam reduzir custos globais e que esse fenômeno não acontece apenas no Brasil.
O Paraguai tem atraído dezenas de empresas brasileiras nos últimos anos através do regime de maquila, que oferece benefícios tributários para produtos fabricados no país e exportados posteriormente. Setores como têxtil, autopeças, tecnologia e agronegócio estão entre os que mais migraram parte da operação para o território paraguaio.







