Durante uma conversa reservada no G7, na França, o presidente Lula afirmou que nunca se considerou um político de esquerda.
O comentário foi feito enquanto ele conversava com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz. Ao falar sobre política, Lula disse que o mundo não é “de esquerda”, mas sim “de centro”.
Georgieva lembrou que, quando Lula foi eleito pela primeira vez em 2003, muita gente acreditava que ele faria um governo mais à esquerda. Lula respondeu dizendo que essa imagem não correspondia à realidade.
“Mas eu nunca fui esquerdista”, afirmou o presidente. Segundo ele, sua trajetória sempre esteve ligada ao movimento sindical, mantendo boas relações com sindicatos da Alemanha, da Itália e da Espanha.
Na conversa, Lula argumentou que partidos de direita governaram por mais tempo em várias democracias ocidentais, o que mostraria que a maioria dos países segue posições mais moderadas, longe dos extremos.
Apesar da declaração, críticos apontam que Lula mantém relações próximas com governos como os de Nicolás Maduro, Miguel Díaz-Canel e Daniel Ortega, frequentemente classificados como regimes de esquerda. Eles afirmam que o presidente evita fazer críticas públicas a esses líderes.







