A cantora e compositora Luciane Dom denunciou nas redes sociais que teria sido alvo de uma abordagem considerada constrangedora no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Segundo o relato, após passar pelo scanner corporal e ter a bagagem inspecionada, uma funcionária teria solicitado verificar seu cabelo black power, o que gerou forte repercussão e levantou debate sobre possível discriminação.
A artista afirmou que a situação afetou diretamente sua dignidade, destacando que episódios como esse tocam em questões profundas ligadas à identidade e à estética negra. O caso ganhou visibilidade e motivou manifestações de autoridades, que pediram apuração e revisão de protocolos de segurança em aeroportos brasileiros.
Em resposta, a Infraero negou qualquer irregularidade. A empresa afirmou que a passageira foi selecionada de forma aleatória para inspeção manual e que, após análise de imagens das câmeras de segurança, não houve revista no cabelo. O órgão também reiterou que repudia qualquer forma de discriminação e que segue normas técnicas rígidas nos procedimentos de segurança.
Mesmo diante da negativa, a cantora reafirmou sua versão, dizendo que sabe o que aconteceu e que situações de racismo podem ocorrer de forma sutil, nem sempre perceptíveis em registros de câmeras. O caso continua gerando discussão nas redes sociais sobre limites entre segurança aeroportuária e respeito aos passageiros.







