Alunos ligados ao curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP) passaram a ser alvo de críticas nas redes sociais após manifestações relacionadas à recente classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Publicações e declarações atribuídas a grupos estudantis geraram forte repercussão, especialmente entre usuários que interpretaram os protestos como uma demonstração de solidariedade a integrantes do PCC e do Comando Vermelho.
O episódio provocou uma onda de críticas de internautas, que questionaram as prioridades de parte do movimento estudantil diante da violência causada por organizações criminosas no país. Uma das mensagens que mais circulou nas redes dizia: “Professor entrar em greve, eu já vi. Agora estudantes, é só no Brasil mesmo”.
Críticos afirmam que facções criminosas são responsáveis por tráfico de drogas, assassinatos, extorsões e disputas armadas que afetam diretamente comunidades em diversas regiões do Brasil. Para esse grupo, qualquer manifestação que possa ser interpretada como defesa ou relativização dessas organizações gera indignação e reforça o distanciamento entre parte da população e determinados setores do ambiente universitário.
Já defensores dos protestos argumentam que as manifestações teriam como foco discutir os impactos jurídicos e diplomáticos da classificação adotada pelos Estados Unidos, e não apoiar atividades criminosas. Ainda assim, o debate rapidamente ultrapassou os muros da universidade e se transformou em mais um capítulo da polarização política que domina as redes sociais brasileiras.



