O senador Sergio Moro (União Brasil-SP) criticou duramente o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (15.fev.2026) na Sapucaí. Em postagem no X, Moro classificou o evento como um “deprimente espetáculo de abuso do poder” e ironizou a ausência de referências à Odebrecht e ao sítio de Atibaia, casos de corrupção envolvendo Lula.
Segundo o senador, a escola de samba não abordou “escândalos de corrupção”, mas sim “ataques aos adversários”, tudo isso supostamente “financiado pelo governo”. Ele chegou a comparar o desfile com práticas da Coreia do Norte, afirmando que o país asiático “não faria melhor”. Antes mesmo do início da apresentação, Moro já havia se manifestado, chamando a homenagem de “propaganda eleitoral antecipada”.
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A escolha gerou controvérsias e ações na Justiça. O partido Novo entrou com representação no TCU para barrar repasse de R$ 1 milhão da Embratur, mas o pedido foi negado. Damares Alves (Republicanos-DF) e Kim Kataguiri (União Brasil-SP) também moveram ações contra o presidente, mas foram rejeitadas pela Justiça Federal, assim como o pedido de proibição do desfile no TSE. Além disso, o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido de seu cargo na Alerj.







