Organizações internacionais focadas em questões sociais e climáticas vêm declarando que as alterações climáticas atingem mulheres de forma mais intensa que homens, principalmente em áreas pobres e rurais. Entre elas está a CARE France, que sustenta que crises ambientais amplificam disparidades já existentes na sociedade.
Segundo representantes da entidade, eventos como estiagens prolongadas, inundações, ondas de calor e perda de safras acabam aumentando a fragilidade feminina em diversos países. A justificativa apresentada é que, em muitas culturas, mulheres são encarregadas de tarefas domésticas, da alimentação da família e do cuidado com crianças, o que faria com que sofressem mais durante períodos de carência.
As ONGs também afirmam que, em situações extremas, mulheres frequentemente comem por último e em menor quantidade dentro das famílias, além de enfrentarem maior risco de pobreza e dificuldades de acesso a recursos básicos. Por isso, ativistas ligados às pautas climáticas defendem que políticas ambientais também sejam elaboradas levando em conta questões sociais e de gênero. Às vésperas de reuniões internacionais como o G7, essas organizações cobram mais investimentos e ações concretas dos governos, alegando que os discursos sobre alterações climáticas ainda não se converteram em amparo suficiente às populações consideradas mais vulneráveis.







