Nesta segunda-feira (11/5), Paulo Curió (União Brasil), prefeito afastado de Turilândia (MA), foi liberado da prisão. A medida veio após a Justiça do Maranhão revogar sua prisão preventiva. A decisão, assinada pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), beneficiou Curió e outros 14 indivíduos acusados.
A comunidade local celebrou a soltura com buzinaços, fogos e uma carreata de apoiadores. Apesar da liberdade, Curió permanece réu no processo criminal, devendo cumprir medidas cautelares rigorosas: uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com os demais denunciados e impedimento de acesso a prédios públicos da cidade.
Paulo Curió é figura central na Operação Tântalo II, iniciada em dezembro de 2025. O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) o acusa de chefiar uma quadrilha que teria desviado mais de R$ 56 milhões de verbas públicas, especialmente dos setores de Saúde e Assistência Social. Os crimes investigados incluem formação de organização criminosa, peculato-desvio, fraudes em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Desde dezembro de 2025, Curió está impedido de exercer o cargo de prefeito. Em janeiro de 2026, o TJ-MA decretou intervenção estadual no município por 180 dias, podendo ser prorrogado. Atualmente, um interventor indicado pelo governador Carlos Brandão administra a prefeitura de Turilândia. O caso segue em andamento, sem condenação definitiva até o momento.







