A Marcha Transmasculina realizada em São Paulo reuniu milhares de pessoas e chamou atenção não apenas pela mobilização, mas também pela linguagem adotada por parte dos participantes, que utilizaram o termo “boycetas” para se autodefinirem durante o ato. A manifestação teve como principal pauta o combate ao assédio e a busca por mais respeito no cotidiano.
Durante o evento, manifestantes relataram episódios de constrangimento e reforçaram que pessoas transmasculinas também enfrentam situações de vulnerabilidade em espaços públicos. Cartazes com frases como “parem de nos assediar” marcaram o tom do protesto, que buscou dar visibilidade a esse grupo específico dentro do debate mais amplo sobre identidade de gênero.
Nas redes sociais, no entanto, o uso do termo gerou controvérsia. Enquanto apoiadores afirmam que a expressão é uma forma de ressignificação e identidade própria, críticos apontam que esse tipo de linguagem pode dificultar o diálogo com a sociedade em geral e ampliar a polarização. O episódio reforça como pautas identitárias seguem dividindo opiniões no país, especialmente quando envolvem linguagem, reconhecimento e espaço público.







