Presidente aborda exploração de dados e radicalização política em discurso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou a necessidade de regulamentar as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, e expressou seu descontentamento com o modelo de negócios dessas corporações. Segundo o presidente, esse modelo se baseia na utilização de informações pessoais e na promoção da polarização política.
Durante sua participação na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), realizada em Nova Délhi, Índia, nesta quinta-feira (19/2), Lula afirmou que a “dominação” exercida por essas companhias ocorre através do controle de algoritmos e da infraestrutura digital. Ele argumentou que, quando poucos detêm o controle desses elementos, não se trata de inovação, mas sim de uma forma de dominação. A regulamentação das big techs é vital para proteger os direitos humanos no ambiente digital, assegurar a veracidade das informações e resguardar as indústrias criativas das nações.
O presidente continuou, explicando que “o modelo de negócios dessas empresas se sustenta na coleta de dados individuais, na violação da privacidade e na monetização de conteúdos sensacionalistas que intensificam a radicalização política”. Lula também alertou para os perigos da inteligência artificial, mencionando riscos como a disseminação de discursos de ódio, notícias falsas e a exploração infantil. Ele destacou que, embora a revolução digital e a IA possam impulsionar a produtividade, a medicina e a segurança alimentar, elas também podem gerar práticas prejudiciais, como a proliferação de armas autônomas, violência contra mulheres e a precarização do trabalho.
Ministros como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Esther Dweck (Gestão e Inovação) acompanharam o presidente na agenda.







