O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que decidiu não participar da Marcha para Jesus deste ano para evitar que sua presença fosse interpretada como tentativa de obter ganhos políticos em um evento religioso. A declaração foi feita durante conversa com o apóstolo Estevam Hernandes, fundador da marcha no Brasil, e com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Segundo Lula, ele procura evitar a participação em eventos religiosos durante períodos eleitorais para não misturar política e fé. O presidente também elogiou o crescimento da Marcha para Jesus, que reúne milhões de pessoas todos os anos em São Paulo, e destacou a importância do evento para a comunidade evangélica brasileira.
A fala, porém, gerou reações nas redes sociais. Enquanto apoiadores afirmam que a decisão demonstra respeito à liberdade religiosa e à separação entre religião e política, críticos lembraram que políticos de diferentes partidos costumam participar de celebrações religiosas e questionaram o argumento apresentado pelo presidente.
A Marcha para Jesus é um dos maiores eventos cristãos do mundo e reúne fiéis de diversas denominações evangélicas. Ao longo dos anos, a presença de autoridades políticas no evento se tornou comum, independentemente de posicionamentos ideológicos.
Mesmo sem comparecer à edição deste ano, Lula ressaltou sua relação de respeito com lideranças religiosas e afirmou reconhecer a relevância da marcha para milhões de brasileiros. A declaração, no entanto, reacendeu o debate sobre os limites entre manifestações de fé e participação política em eventos religiosos de grande alcance popular.







