A campanha “Block no Tigrinho”, apoiada por diversos artistas, tem como objetivo alertar a população sobre os riscos das apostas online, como vício, endividamento e perdas financeiras. No entanto, a iniciativa também levantou questionamentos nas redes sociais devido a uma aparente contradição.
Isso porque muitos dos artistas que participam da campanha possuem ligação com a Globo, emissora que exibe regularmente propagandas de casas de apostas durante transmissões esportivas e em suas plataformas digitais. Entre as marcas que já aparecem ou possuem acordos comerciais com veículos do grupo estão Betnacional, Betano, BetMGM, Superbet e Bet365.
Para os críticos, a situação é irônica: enquanto artistas ligados à emissora fazem campanhas contra determinadas apostas online, o setor das bets continua sendo um dos maiores anunciantes da mídia esportiva brasileira. Já os defensores da campanha argumentam que alertar sobre os riscos do vício em jogos é uma responsabilidade social que independe das relações comerciais existentes.
Afinal, onde está a linha entre conscientização e contradição? É possível combater os efeitos das apostas enquanto empresas do mesmo setor seguem patrocinando programas, transmissões e espaços publicitários de grande audiência?







