Janja teria cozinhado animal da fauna brasileira para Lula almoçar
A mais recente polêmica política nas redes sociais reacendeu o debate sobre o que muitos classificam como “dois pesos e duas medidas” na reação de setores da esquerda. O motivo: declarações e relatos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria consumido carne de paca — animal silvestre cuja caça é proibida no Brasil — em um episódio atribuído à primeira-dama Janja da Silva.
Enquanto isso, críticos relembram a reação intensa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi alvo de pedidos de investigação e até de prisão após pilotar jet ski próximo a baleias — prática considerada importunação de fauna marinha e passível de penalidades ambientais.
Nas redes, usuários apontam que, no caso de Lula, houve silêncio ou relativização por parte de apoiadores, com justificativas que minimizam o episódio ou colocam a situação como algo irrelevante. Já no caso de Bolsonaro, a repercussão foi imediata, com forte pressão pública e ampla cobertura crítica.
Para opositores, a comparação expõe uma seletividade no discurso ambiental: quando envolve um aliado político, há tolerância; quando envolve um adversário, há condenação máxima. A crítica central gira em torno da coerência — ou da falta dela — na aplicação de valores ligados à preservação ambiental e ao cumprimento da lei.







