A ministra do Planejamento, Simone Tebet, voltou ao centro das discussões políticas após criticar o modelo de escolas cívico-militares durante declarações recentes. Segundo Tebet, esse formato de ensino representaria um “método fascista”, fala que rapidamente provocou reações entre apoiadores e opositores do governo nas redes sociais.
A declaração gerou forte repercussão principalmente entre defensores das escolas cívico-militares, que apontam indicadores de disciplina, desempenho acadêmico e redução de violência em unidades que adotam esse modelo. Internautas ligados à direita passaram a compartilhar comparações entre escolas cívico-militares e instituições tradicionais administradas por governos estaduais.
Uma das frases mais compartilhadas após a repercussão foi: “Pega o desempenho das escolas cívico-militares e pega o desempenho das escolas lotadas de militantes esquerdistas”, escreveu um leitor em publicação que viralizou em perfis conservadores.
Defensores do modelo afirmam que as escolas cívico-militares ajudam na organização do ambiente escolar, no combate à evasão e na melhora do rendimento dos alunos. Já críticos argumentam que o modelo mistura disciplina militar com educação pública e pode limitar pluralidade pedagógica dentro das salas de aula.
O tema voltou a alimentar o debate ideológico sobre educação no Brasil, especialmente após o governo federal reduzir apoio ao programa criado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto setores conservadores defendem a ampliação das escolas cívico-militares, integrantes da esquerda afirmam que a prioridade deveria ser investimento estrutural e valorização de professores na rede pública tradicional.







