O Brasil registrou um recorde de empresas em recuperação judicial, segundo dados da Serasa Experian. Foram 2.466 empresas nessa situação em 2025, o maior número da série histórica. Embora recuperação judicial não signifique, por si só, que uma empresa fechou as portas, o dado é apontado por economistas como um sinal de forte pressão financeira sobre o setor produtivo.
O aumento no número de empresas buscando proteção judicial ocorre em um cenário de crédito caro, endividamento elevado e dificuldades de caixa, especialmente entre pequenas e médias empresas. Para críticos do governo, os números mostram que o discurso de melhora econômica ainda não foi suficiente para aliviar a situação enfrentada por muitos empreendedores.
Os críticos afirmam que, enquanto indicadores macroeconômicos positivos são destacados pelo governo, milhares de empresários continuam enfrentando dificuldades para manter as atividades, preservar empregos e honrar compromissos financeiros.
O recorde de recuperações judiciais também reacendeu o debate sobre o ambiente de negócios no país, a carga tributária, o custo do crédito e a necessidade de medidas que estimulem investimentos e reduzam as dificuldades enfrentadas pelas empresas brasileiras.
Embora não seja correto afirmar que mais de 5 mil empresas faliram ou fecharam as portas, os dados mostram que um número recorde de empresas entrou em grave crise financeira, evidenciando os desafios que ainda persistem na economia brasileira.







