Quem comprar uma peça da Adidas, Nike, Puma ou Lacoste nos próximos anos poderá se surpreender ao encontrar uma etiqueta diferente: “Made in Paraguay”.
O país vizinho vem se consolidando como um dos principais polos de produção têxtil da América do Sul, atraindo investimentos de grandes fabricantes internacionais graças aos custos mais baixos de produção, carga tributária reduzida e menor burocracia em comparação com outros países da região.
Um dos exemplos mais recentes é a expansão do Grupo Dass, responsável pela fabricação de produtos de marcas como Nike, Adidas e Fila na América Latina. A empresa ampliou suas operações industriais no Paraguai, fortalecendo a presença do país na cadeia global de vestuário e calçados.
Especialistas apontam que o avanço da indústria paraguaia ocorre porque produzir no país se tornou significativamente mais barato do que em mercados tradicionais da região. Além da mão de obra competitiva, empresários destacam incentivos fiscais, energia de baixo custo e regras mais favoráveis para investimentos estrangeiros.
O movimento tem despertado atenção no Brasil. Enquanto novas fábricas são inauguradas no Paraguai, empresários brasileiros alertam para a perda de competitividade da indústria nacional, pressionada por impostos elevados, custos trabalhistas e excesso de burocracia.
A tendência é que cada vez mais produtos de grandes marcas esportivas e de moda sejam fabricados em território paraguaio, transformando o país em um importante centro de produção para abastecer mercados de toda a América Latina.
Para o consumidor, a mudança pode passar despercebida no visual da roupa. Mas a pequena etiqueta indicando a origem da fabricação revela uma grande transformação econômica em curso na região.







