A defesa do rapper Oruam solicitou prisão domiciliar humanitária, citando um histórico de “comorbidades infecciosas na região do pulmão”. Os advogados argumentaram que as infecções causaram “problemas nas vias respiratórias e condições psíquicas agravadas pela doença”. Entretanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido, mantendo a prisão preventiva do artista.
A decisão do STJ, datada de segunda-feira (2/2), revogou a liminar que havia concedido liberdade ao rapper. A medida foi tomada após Oruam violar as condições de uso de sua tornozeleira eletrônica. Em apenas 43 dias, o dispositivo apresentou 28 interrupções de funcionamento, principalmente durante a noite e nos fins de semana, comprometendo a fiscalização das medidas cautelares.
Embora a defesa tenha alegado “problemas de carregamento de bateria” para as falhas do aparelho, o ministro relator Joel Ilan Paciornik considerou a justificativa insuficiente. Ele afirmou que tal conduta “compromete diretamente o controle estatal sobre a liberdade do acusado, inviabilizando o monitoramento de seus deslocamentos e frustrando a fiscalização imposta pelo Juízo”.
Com a manutenção da prisão, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) tentou cumprir o mandado nesta terça-feira (3/2), mas Oruam não foi encontrado em sua residência. O mandado de prisão de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome real do rapper, permanece pendente. O artista foi preso em julho de 2025 e indiciado por sete crimes, incluindo tráfico de drogas e tentativa de homicídio contra policiais.







