Uma declaração do vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, gerou repercussão ao defender mudanças nos programas sociais do governo federal. Segundo ele, é necessário revisar os gastos assistenciais para direcionar mais investimentos à economia, educação e qualificação profissional.
Durante sua fala, Quaquá afirmou que o atual modelo de transferência de renda deveria priorizar trabalhadores com carteira assinada e retirar benefícios de pessoas que, segundo ele, não precisariam mais do auxílio. O prefeito argumentou que a proposta busca fortalecer o que chamou de “ética do trabalho”.
“Nós vamos começar a dar incentivo para quem tem carteira assinada. Nós vamos tirar de quem não precisa e vamos passar a dar um pedaço para quem tem carteira assinada”, declarou.
O petista também citou um recadastramento realizado em Maricá para defender a necessidade de auditorias nos programas sociais. Segundo ele, haveria desperdícios que poderiam liberar bilhões de reais para investimentos públicos.
Na avaliação de Quaquá, os recursos economizados poderiam ser direcionados para áreas como infraestrutura, desenvolvimento econômico e educação, criando um impacto de longo prazo na economia brasileira. Ele afirmou que, em cerca de dez anos, o país poderia acumular trilhões em capacidade de investimento caso houvesse uma reorganização das despesas sociais.
As declarações abriram debates nas redes sociais e nos bastidores políticos sobre o equilíbrio entre assistência social e incentivo ao emprego formal. Enquanto apoiadores defendem a revisão para evitar fraudes e aumentar investimentos, críticos afirmam que mudanças bruscas podem prejudicar famílias vulneráveis que dependem dos programas de transferência de renda.







