A vereadora Flávia Borja afirmou ter precisado de escolta de segurança após a aprovação, em segundo turno, do projeto de lei que proíbe atletas trans de disputarem competições femininas em Belo Horizonte. A votação ocorreu em meio a protestos e forte tensão dentro da Câmara Municipal.
O texto do PL 591/2023 estabelece que organizadores de torneios esportivos na capital mineira poderão utilizar o sexo biológico como critério para definir a participação de atletas nas categorias femininas. Segundo a parlamentar, a proposta busca proteger o esporte feminino e garantir igualdade competitiva entre as atletas.
Após a aprovação do projeto, Flávia Borja declarou que o clima de hostilidade vivido durante a sessão demonstra “por que não podemos deixar homens competir com mulheres”, reforçando sua defesa da medida. A vereadora também afirmou que nenhum a gente público deveria precisar de escolta apenas por exercer seu mandato e defender um projeto de lei.
Parlamentares de esquerda e movimentos LGBTQIA+ criticaram a proposta e classificaram o texto como discriminatório. Já apoiadores do projeto argumentam que diferenças biológicas podem gerar vantagem física em determinadas modalidades esportivas femininas, tema que segue gerando debates no Brasil e em outros países.







