O tenente-coronel Rodrigo Corbage, apontado como um dos principais comandantes do Bope durante a megaoperação policial que terminou com 122 mortos no Rio de Janeiro, foi promovido ao posto de coronel da Polícia Militar. A promoção ocorreu por ato de bravura e rapidamente gerou repercussão nas redes sociais e no debate sobre segurança pública.
A operação, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, ficou marcada como uma das mais letais da história do estado. Segundo dados divulgados pelas autoridades, a ação resultou na morte de suspeitos ligados ao crime organizado, além da apreensão de dezenas de fuzis, drogas e prisões de integrantes de facções criminosas.
Setores ligados à segurança pública comemoraram a promoção de Corbage, afirmando que a atuação do Bope enfraqueceu facções armadas que controlavam comunidades da Zona Norte do Rio. Já críticos da operação apontam denúncias de excessos e questionam o elevado número de mortos registrados durante a ação policial.
Nas redes sociais, apoiadores da polícia defenderam a homenagem ao comandante e classificaram a promoção como reconhecimento ao combate ao crime organizado. Por outro lado, movimentos de direitos humanos e parlamentares de esquerda voltaram a cobrar investigações sobre a operação e sobre a conduta das forças de segurança durante os confrontos.







