A declaração da vereadora Cris Monteiro, do partido Novo, durante uma sessão na Câmara Municipal de São Paulo, gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio político. Ao criticar o sistema de cotas, a parlamentar afirmou que “as pessoas precisam se capacitar e não pedir cotas” e que “quem usa cotas são pessoas que não merecem passar na prova”.
A fala ocorreu durante um debate sobre políticas públicas e reacendeu a discussão sobre ações afirmativas no Brasil. Criada em 2012, a Lei de Cotas reserva vagas em universidades e institutos federais para estudantes de escolas públicas, pessoas de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal decidiu que as cotas raciais são constitucionais, e a lei foi atualizada em 2023 para ampliar seu alcance. 
Críticos da declaração afirmam que o sistema de cotas busca corrigir desigualdades históricas e ampliar o acesso ao ensino superior para grupos que enfrentaram exclusão por décadas. Já apoiadores da vereadora argumentam que o mérito individual deve ser o principal critério de seleção. O episódio voltou a dividir opiniões e reacendeu um dos debates mais polarizados da educação brasileira.







