O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela autorizou o desligamento de oito juízes, em uma das mais significativas reestruturações do sistema judiciário do país nos últimos tempos. Entre os nomes afetados estão Maikel Moreno, Elsa Gómez, Edgar Gavidia, Carmen Alves, Henry Timaure, Malaquías Gil, Juan Carlos Hidalgo Pandares e Luis Damiani Bustillos.
Essa movimentação acontece em um cenário político transformado na Venezuela, seguindo a deposição de Nicolás Maduro e sua subsequente detenção nos Estados Unidos. Com o ex-líder fora do poder, as estruturas associadas ao chavismo estão perdendo influência nas instituições venezuelanas.
John Barrett, um confidente de Donald Trump na Venezuela, está coordenando os esforços americanos em Caracas. Ele está liderando a estratégia de Washington para reordenar o país, enfraquecer antigos redutos chavistas e preparar o terreno para uma transição política.
Maikel Moreno, ex-presidente do TSJ, é o nome de maior destaque entre os afastados. Ele foi uma figura central da Corte durante o período em que o judiciário venezuelano foi criticado por proteger o chavismo e perseguir oponentes políticos. O afastamento conjunto desses oito magistrados indica que a Venezuela está em um novo capítulo, com a prisão de Maduro, a pressão de Trump e a atuação de Barrett em Caracas desmantelando os antigos pilares institucionais do regime.







